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Resenha Histórica

Uma das significativas carências da nossa comunidade é a falta de um documento escrito que, de uma forma profunda, rigorosa e sistemática registe todos os grandes momentos e todo o trabalho comunitário de que resultou  a comunidade de que hoje  somos herdeiros.
 
É certo que se têm verificado tentativas pessoais meritórias, mas não chegam a assumir a profundidade e a abrangência desejáveis. É o caso, por exemplo, do registo que, há alguns anos, temos vindo a fazer dos óbitos, nascimentos e batizados de pessoas da nossa terra, nos séculos XVI, XVII e XVIII, com o objetivo de vir a constituir um arquivo valioso que possibilite a feitura tão necessária da história da nossa terra.
 
Como certificado da história milenária de Aveiro é tida a doação testamentária que a Condessa Mumadona Dias, viúva do Conde D. Hermenegildo, senhora de grande nobreza e muito rica de bens e de virtudes, fez ao Mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959; entre as propriedades legadas, aí se referem as “terras in Alavario et salinas que ibidem comparavimus”. Por tal documento do século X é testificada a existência de uma Aveiro, desabrochando para a história nascida sob o signo do amanho dos campos e do fabrico do sal.
 
Passaram-se mais de duzentos anos e ... nascera Portugal autónomo e independente.
 
Entretanto, no século XIII, talvez no reinado de D. Afonso III, Aveiro vira-se elevada a vila e a cabeça do concelho, continuando a desenvolver-se em redor da sua igreja matriz - o venerando templo dedicado ao arcanjo S. Miguel e mandado construir por D. Sisnando, Conde de Coimbra, na segunda metade do século XI, no sítio que hoje é o largo municipal, com nome de Praça da República.
 
A sudeste da povoação, a agricultura prosseguia e alargava-se, embora muito lentamente, dada a carência de elementos necessários para trabalhar.
 
Avançando de Soza para nascente, o desbravamento da enorme área florestal já se iniciara por esse lado, a partir dos finais do século XI, primeiro sob a égide do presbítero Rodrigo e de outros donatários e, cem anos após, por influência e ação da Ordem Religiosa de Santa Maria de Rocamador.
 
Por estas cercanias de Aveiro, o terreno de cultivo também se ia penosamente conquistando às matas e aos silvedos virgens, porque o solo se mostrava bem produtivo. E começavam a surgir: - uma aldeia vilar, ou anexa à Vila, sob a proteção de Santo Amaro, com os eidos - a que o povo chama “aidos” - e as suas propriedades maiores; a terra eirada ou “arada” em torno da igrejinha de S. Félix ou S. Fins, depois denominada com os nomes dos Santos Pedro e Fins e, mais tarde, do Apóstolo S. Pedro; uma casa com o seu campo agrícola, de certa amplidão, dedicada a S. João Baptista, denominada Vila de Milho já em documento de 1166, assinada por D. Afonso Henriques (hoje Verdemilho); a propriedade da Família Gato, que, por ser a quinta parte de uma herdade, ficou a chamar-se Quinta do Gato; a granja da Família Picado, que, pela mesma razão, passou a ser conhecida por Quinta do Picado; outras terras quintanas ou quintãs com os seus casais contratados, que pagavam rendas ou foros aos respetivos senhorios; os chãos, constantemente reverdecidos, á volta da ermida de S. Tiago; os solos produtivos de S. Geraldo, com a sua presa de água; e as terras aforadas a outros casais que, no meio delas, iam construindo modestas habitações, sob o celeste patrocínio de S. Bernardo de Claraval.
 
Enquanto freguesia, São Bernardo tem uma história relativamente curta. Isto porque só conseguiu a independência administrativa em 1969. Mas não apareceu do nada, já existia anteriormente, como é obvio…
 
Integrada numa das zonas mais bonitas e identificativas do nosso pais, a chamada “Veneza Portuguesa”, São Bernardo partilha o mesmo encanto regional e comunga de várias similaridades locais, ressalvando as suas próprias caraterísticas e a identidade vincada, que a fez tornar-se freguesia em tempos já tão avançados. 
 
De Aveiro, já haviam notícias desde tempos muito recuados, antes da formação da nacionalidade, na época da condessa Mumadona, e das suas referências testamentais. Sempre foi uma região muito atrativa e fértil, alvo de fixação humana. No século XIII já era vila, e foi mantendo e aumentado esta relevância com o passar do tempo. São Bernardo nasceu e desenvolveu-se no ventre aveirense, mas só viu a luz do dia muito tempo depois, com o reconhecimento enquanto freguesia, já em pleno século XX.
 
As primeiras menções documentais remontam ao século de São Brás, entre os quais uma tal quinta do pinheiro e uma leira (Agrinho), situados no lugar de São Bernardo. Mais se vão sucedendo com o passar dos séculos, à medida também que a povoação vai ganhando dimensão e importância. Concentrada em torno da pequena capela dedicada a São Bernardo do Claraval, a população ia aumentado cada vez mais, ganhando expressão no território onde se situava. São Bernardo foi mudando de paróquia, com as varias divisões administrativas que se iam processando em Aveiro, que crescia olhos vistos. Assim, na primeira delas, em 1572, ficou no espaço correspondente à freguesia do Espírito Santo, que, juntamente com São Miguel, Vera Cruz e Nossa Senhora da Apresentação (ou São Gonçalo), passaram a ser as recém criadas freguesias do aveirenses. Quando se procedeu a nova reformulação, coincidente com a própria divisão administrativa do pais em províncias, distritos e conselhos, em 1835, surge o distrito de Aveiro, e São Bernardo passa a estar sob a alçada da Freguesia da Nossa Senhora da Glória, que reparte a cidade de Aveiro com a freguesia da Vera Cruz.
 
Esta situação manteve-se durante mais de um século, mas eram óbvias as diferenças (apesar das semelhanças) entre São Bernardo, uma povoação que crescia ao seu próprio ritmo, no extremo Sul da freguesia e algo afastada do centro urbano, e o resto da freguesia, já plenamente integrada na cidade aveirense e, obviamente, com preocupações e desideratos distintos. 
 
A ideia de desemparcelar São Bernardo da freguesia-mãe ganha adeptos e consistência e é colocada em prática, finalmente, em 1968, por iniciativa do recém-chegado Padre Félix, que, juntamente com a Comissão Fabriqueira, entrega o abaixo-assinado, que obtém parecer positivo. Simultaneamente, trata de dotar a futura nova freguesia de uma igreja condizente com a sua condição, que substitui o degradado templo primitivo, bem como de um Centro Paroquial que Assistência, o que exige um enorme sacrifício e acarreta um grande esforço financeiro, mas que começa a dar forma à nova freguesia que surgia aos olhos de todos e encontrava a rampa de lançamento para um desenvolvimento crescente e levado ao seu expoente máximo durante esta última década em que a freguesia de São Bernardo foi a que mais cresceu, em todo o concelho de Aveiro. A título de curiosidade, mas também a comprovar de certa maneira estas indicações, o facto do anterior Presidente da Junta de Freguesia de São Bernardo, Dr. Élio Maia, se encontrar à frente da Câmara Municipal de Aveiro, passando o testemunho de empenho e trabalho ao atual Executivo.


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